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Ejaculação feminina
O Dicas de Sexo vem há muito ouvindo às perguntas dos leitores
sobre a ejaculação feminina. A ejaculação
que para a grande maioria das pessoas é uma exclusividade masculina,
também pode ser alcançada pelas mulheres.
Esse fenômeno acontece quando a mulher expele uma grande quantidade
de líquido, que muitas vezes é confundido com a urina, como
será descrito abaixo. Durante o processo a mulher sente uma onda
de prazer muito forte, algumas descrevem como a coisa mais excitante que
já experimentaram na vida.
No texto abaixo nós jogaremos alguma luz nesse mar de escuridão.
Aproveite bem, pois, o material é de primeira.
O assunto é polêmico, mas uma parte expressiva da comunidade
científica já reconhece a existência da ejaculação
feminina. As divergências ficam por conta da utilização
do termo "ejaculação" (emissão de líquido
em jatos), considerado inadequado pois na mulher a coisa não acontece
bem assim. É preciso entender que a palavra ejaculação
é, nesse caso, usada em sentido figurado.
Outro aspecto a ser considerado é que nem toda mulher ejacula,
embora todas estejam aptas para tal, e mesmo as que ejaculam não
o fazem sempre.
O certo é que algumas mulheres acabam liberando, sim, um líquido
depois do orgasmo, e em quantidade até maior que a do sêmen
(de 15 a 200 ml), podendo molhar bastante o lençol. É um
líquido claro, às vezes leitoso, outras vezes transparente,
ralo e geralmente inodoro, produzido nas glândulas de Skene. Não
tem nada a ver com o líquido que lubrifica a vagina, permitindo
a penetração, pois nesse caso seria produzido no início
da relação sexual e não no auge do orgasmo.
As pesquisas revelaram que na quase totalidade dos casos em que o fenômeno
foi observado, a ejaculação feminina ocorreu durante ou
logo após orgasmos obtidos através da estimulação
do ponto G, com o dedo ou com o pênis.
A reação das pessoas em relação à ejaculação
feminina varia da repugnância ao êxtase, da perplexidade à
aceitação. Uma mulher de 27 anos relata o que sentiu quando
ejaculou pela primeira vez: "Quando aconteceu senti uma espécie
de medo por não saber o que estava acontecendo. Estava com um ex-namorado
que eu não via há um ano. Foi por acaso. Ele estava com
o dedo dentro da minha vagina brincando, quando explodí por completo.
Comecei a ter muitos orgasmos seguidos, acho que uns dez. Ele ficou muito
espantado, perplexo mesmo, mas adorou. A cama ficou encharcada. Não
dá para comparar com um orgasmo comum. Acho impossível existir
no mundo um prazer físico que se aproxime desse."
Ejaculação Feminina
respostas às perguntas mais frequentes
por Vange Leonel e Cilmara Bedaque
É impressionante que, às portas do século XXI, ainda
se questione a existência da ejaculação feminina.
Isso, graças à completa obscuridade em que se vê relegada
a sexualidade da mulher. Vamos pegar uma lanterninha, um holofote e até
dedos mais iluminados e vasculhar este imenso mar desconhecido. O CIO
responde às 10 perguntas mais freqüentes sobre a ejaculação
feminina.
1. Afinal, ejaculação feminina existe?
Apesar de muito discutida e questionada, a ejaculação feminina
existe e não é uma lenda ou mito. Quem duvida da sua existência
nunca prestou muita atenção ao ver uma mulher ejacular ou
então nunca ejaculou. A ejaculação feminina é
um fato que já foi observado em laboratório e foi descrita
há muitos séculos por Aristóteles.
2. Ejaculação feminina é uma anomalia?
A ejaculação feminina não é uma anomalia.
Porém, no começo deste século, espalhou-se a falsa
noção de que a ejaculação feminina nada mais
era que um tipo de incontinência urinária no momento do orgasmo
- algo impossível de acontecer, como veremos adiante. O certo é
que a ejaculação é uma liberação de
líquido associada ao orgasmo e ao prazer da mulher e, portanto,
completamente saudável. Da mesma maneira, é importante notar
que a mulher que não ejacula não é doente e que o
orgasmo feminino não precisa vir, necessariamente, acompanhado
de ejaculação.
3. Todas as mulheres podem ejacular?
Nem todas as mulheres ejaculam e mesmo a mulher que já ejaculou
pode não experimentar esse tipo de liberação toda
vez que atinge o orgasmo. Nem todo dia é dia de festa... As mulheres
cujas glândulas parauretrais produzem pouco líquido, ou que
não são devidamente estimuladas, têm mais dificuldade
de ejacular.
4. De que é feito o líquido que a mulher ejacula? É
xixi?
O líquido expelido durante a ejaculação é
claro, às vezes leitoso, ralo e geralmente inodoro. Pesquisas comprovaram
que sua composição é semelhante ao líquido
produzido pela próstata nos homens. Apesar de muita gente achar
que pode ser xixi, o líquido ejaculado não contém
uréia e nem provém da bexiga. Aliás, seria impossível
uma mulher fazer xixi no momento do orgasmo já que o músculo
contraído na hora do clímax é o mesmo que segura
o xixi - desta maneira, a urina jamais poderia ser liberada. Básico,
não?
5. De onde vem o líquido ejaculado?
O líquido ejaculado é produzido pelas glândulas parauretrais
que se localizam ao longo da parede vaginal, ao redor da uretra. A glândula
parauretral é envolvida por um tecido erétil que é
estimulado quando bem tocado. Quando o clímax é atingido,
o líquido produzido pela glândula é expelido através
da abertura uretral, e não pela vagina.
6. Que tipo de estímulo leva a mulher a ejacular?
O estímulo ritmado do clitóris e do ponto G, na entrada
da vagina, são os mais indicados para provocar a ejaculação
na mulher. Por estar em contato íntimo com o canal uretral e as
glândulas parauretrais, o ponto G parece ser de suma importância
no processo da ejaculação feminina. No momento que antecede
a ejaculação, a sensação se assemelha muito
à vontade de fazer xixi. Talvez por este motivo muitas mulheres
"travam" a ejaculação por medo ou vergonha, com
receio de "urinar" no pênis do companheiro ou nas mãos
da companheira. Cabe salientar aqui, para as mulheres heterossexuais,
que o estímulo provocado pelos dedos parece ser bem mais efetivo
no caso da ejaculação feminina do que a penetração
peniana pura e simples.
Leia o Manual do orgasmo múltiplo feminino
7. A ejaculação feminina ajuda a lubrificar a vagina?
O líquido ejaculado nada têm a ver com a lubrificação
vaginal. A lubrificação é feita antes do orgasmo,
no início do processo de excitação, e é produzida
pelas glândulas de Bartholin, localizadas na entrada da vagina.
A ejaculação acontece no clímax do ato sexual e seu
líquido é liberado através do canal da uretra.
8. Quando foi descoberta a ejaculação feminina?
A primeira descrição da ejaculação feminina
foi feita por Aristóteles, numa época em que se acreditava
que o líquido expelido pela mulher também continha o sêmen
necessário para a procriação. Depois que descobriram
que o líquido era estéril, a ejaculação feminina
foi, aos poucos, perdendo sua importância aos olhos da ciência.
Porém, no século XVII, o cientista holandês Regnier
de Graaf voltou a descrever a ejaculação feminina apontando
sua origem nas glândulas localizadas ao longo da uretra (glândulas
que depois associou, por comparação, à próstata
masculina). Em 1880, o Dr. Alexander Skene, ginecologista americano, provou
a existência dessas glândulas que, inicialmente foram batizadas
com seu nome e hoje são mais conhecidas como parauretrais. No início
do século XX, num acesso de misoginia, o meio científico
reduziu a ejaculação feminina a um sintoma histérico,
somatizado na forma de incontinência urinária. Mesmo nos
anos 50, os relatórios Kinsey e Masters & Johnson colocaram
em dúvida a existência da ejaculação feminina,
dizendo ser um mito. Foi somente a partir dos anos 80, com experimentos
realizados em laboratórios com voluntárias, que médicos
e cientistas puderam finalmente comprovar e documentar a existência
da ejaculação feminina. Examinando a composição
química do líquido expelido, esses cientistas puderam constatar
que, ao contrário das mentiras propagadas no começo do século,
o líquido ejaculado não era de maneira nenhuma xixi, mas
algo comparável ao líquido fabricado pela próstata
masculina, não tendo nenhuma outra função a não
ser o prazer da mulher. Nada como um pouquinho de história e ciência,
não meninas?
9. Ejaculação feminina é uma espécie de inveja
do pênis?
Muita gente despreza a ejaculação feminina, dizendo ser
um mito, uma invenção de lésbicas feministas ou de
mulheres histéricas, neuróticas e assanhadas. Uau! Quem
pensa assim deveria ler mais a respeito do assunto. A ejaculação
feminina existe, é um fato, e poderia incrementar bastante a vida
sexual de homens e mulheres pois é algo que só aumenta o
prazer e a satisfação da mulher.
10. Por que a ejaculação feminina é tão desconhecida?
O preconceito e a desinformação são os principais
fatores que empurram a ejaculação feminina para dentro do
armário. Sabendo de sua existência, as mulheres que nunca
experimentaram a ejaculação poderiam buscá-la com
maior freqüência, apesar da liberação de líquido
não ser absolutamente necessária para o orgasmo (mas, sem
dúvida, a ejaculação poderia aumentar esse prazer).
Então, garotas, literalmente, mãos a obra!!!!!!
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